
sábado, 18 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Lugar de lixo é no lixo...
Acho que no nosso coração deveríamos ter lixeiras de separação
Lixeiras recicláveis ou não
Lixeiras de plásticos, para coisas que são elásticas, moles, que podemos considerar, refazer
Lixeiras de vidros para coisas muito sensíveis, que cortam, quebram, que precisam de cuidado
Lixeiras de papéis para coisas que amassam, se desfazem, pegam fogo
Lixeiras de orgânicos para coisas que apodrecem, nos fazem mal, que estão passadas do tempo
Quanto a mim
ME CANSEI DE APOSTAR MINHAS FIXAS COM LIXOS CONSTANTES
Vou gostar de mim
E de quem gosta de mim
O resto
É resto
Vixi, deve ir para o lixo!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Procura-se um amigo... Vinícius de Moraes

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor..
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Não vou me adaptar

Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...
Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Eu não tenho mais
A cara que eu tinha
No espelho essa cara
Não é minha
Mas é que quando
Eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava
Desse tamanho...
Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Não vou! Me adaptar!
Me adaptar!Não vou!
Me adaptar!Não vou!
Me adaptar!...
Titãs
Vida... Chico Buarque

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Alívio imediato

Engenheiros do Hawaii
O melhor esconderijo, a maior escuridão
Já não servem de abrigo, já não dão proteção
A Líbia bombardeada, a libido e o vírus
O poder, o pudor, os lábios e o batom
Que a chuva caiaComo uma luva
Um dilúvio
Um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato
Que a noite caia
De repente caia
Tão demente
Quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato
Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossiveis
E quebra o silêncio e parte o coração
Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlin dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
Duas Alemanhas, duas Coréias
Tudo se divide, todos se separam
Que a chuva caia
Como uma luva
Um dilúvio
Um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato
Que a noite caia
De repente caia
Tão demente
Quanto um raio
Que a noite traga
Alívio imediato
Todo sobre mi madre...

Você era tudo pra mim
Tudo o que eu tinha de bom
Intensidade, força, beleza e garra
Vida e dor tão mesclados
Tão lindos e tão assustadores ao mesmo tempo
O que me importa é o que tenho de melhor
Que veio de você
Seu sorriso, seu carinho
Sua vida, sua intensidade
Como disse a frase abaixo neste blog sobre a perfeição
Ela não existe
Você não existia
Seu olhar, suas mãos, sua pele branca
Seus cabelos, seu peito
Mãos quentes
Tudo se foi
E eu fiquei
Mãe!
Comer estrelas?

Vero
Maria Rita
O que se vê é vero
Maria Rita
O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
mas nem só beleza eu vi
Vi cidades degradadas
pessoas desamparadas
nas grades da solidão
Fogo nos campos nas matas
queima de arquivo nas praças
chovia nas ruas do meu coração
O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
mas nem só beleza eu vi
Vi cidades turbulentas
chacinas sanguinolentas
pensei que morava nas terras do mal
Choro dos filhos, maldades
fora dos trilhos, cidades
pensei que sonhava e era tudo real
O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
e a tua beleza eu vi
Vi uma estrela luzindo
a minha porta bateu
querendo me namorar
lua cheia clareava
imaginei que sonhava e era tudo real
Ninguém mais coça bicho de pé
nem ninguém caça mais arrastapé
vida é assim é o que é
Sobre a perfeição...
O engano... por Alfonsina Storni

Sou tua, Deus sabe porque, já que compreendo
Que haverás de abandonar-me, friamente, amanhã,
E que sob o encanto dos meus olhos, ganha
Outro encanto o teu desejo, mas não me defendo.
Espero que qualquer dia isto acabe
Pois advinho, na hora, o que pensas ou queres.
Com voz indiferente te falo de outras mulheres
E até tenho o elogio de alguma que foi tua.
Mas tu sabes mesno que eu, e um tanto orgulhoso
De que eu te pertença, em teu jogo enganador
Persistes, com ar de ator dono do papel.
Eu te olho calada com meu sorriso duplo,
E quando te enstusiasmas, penso: não te apresses,
Não és tu que me enganas, quem me engana é meu sonho".
Alfonsina Storni 1982-1938
Poetisa, nascida na Europa, que imigrou com seus pais para a Argentina
domingo, 5 de outubro de 2008
Ensaio sobre a cegueira...

O vencedor do Prêmio Nobel de literatura, José Saramago, e o aclamado diretor Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Cidade de Deus) nos trazem a comovente história sobre a humanidade em meio à epidemia de uma misteriosa cegueira. É uma investigação corajosa da natureza, tanto a boa como a má - sentimentos humanos como egoísmo, oportunismo e indiferença, mas também a capacidade de nos compadecermos, de amarmos e de perseverarmos.
O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha em uma espécie de névoa leitosa assustadora. Uma a uma, cada pessoa com quem ele encontra - sua esposa, seu médico, até mesmo o aparentemente bom samaritano que lhe oferece carona para casa terá o mesmo destino. À medida que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da "cegueira branca" são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer.
Dentro do hospital isolado, no entanto, há uma testemunha ocular secreta: uma mulher (JULIANNE MOORE, quatro vezes indicada ao Oscar) que não foi contagiada, mas finge estar cega para ficar ao lado de seu amado marido (MARK RUFFALO). Armada com uma coragem cada vez maior, ela será a líder de uma improvisada família de sete pessoas que sai em uma jornada, atravessando o horror e o amor, a depravação e a incerteza, com o objetivo de fugir do hospital e seguir pela cidade devastada, onde eles buscam uma esperança.
A jornada da família lança luz tanto sobre a perigosa fragilidade da sociedade como também no exasperador espírito de humanidade. O elenco conta com: Julianne Moore (Longe do Paraíso, As Horas), Mark Ruffalo (Zodíaco, Traídos Pelo Destino), Alice Braga (Eu Sou a Lenda, Cidade de Deus), Yusuke Iseya (Sukiyaki Western Django, Kakuto) Yoshino Kimura (Sukiyaki Western Django, Semishigure), Don McKellar (Monkey Warfare, Childstar), Maury Chaykin (Verdade Nua, Adorável Julia), Danny Glover (Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho, A Cor Púrpura) e Gael García Bernal (Babel, Diários de Motocicleta, E Sua Mãe Também).
http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/
Quem não gostar é porque não entendeu!
De tanto caminhar já me perdi...

Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar! já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou neste mundo imenso a exilada.
Tanto tenho aprendido e não sei nada.
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!
Se eu sempre fui assim este mar morto:
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!
Caravelas doiradas a bailar...
Ai quem me dera as que eu deitei ao mar!
As que eu lancei à vida, e não voltaram!...
(caravelas - mariza)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Sobre as coisas que nos acontecem...

Há muitas coisas que nos aborrecem no dia-a-dia. Há muitas mesmo! A nossa postura em relação a elas é que dá todo o tom, o diferencial.
Aprendizado nunca é demais. Por mais que pareça, num primeiro momento, muito doloroso, impossível de transpô-lo, sempre há algo detrás da vidraça embaçada.
Tudo nesta vida passa: glórias, poder, carreira, dinheiro, pessoas, bens, etc, etc,e tc. Penso hoje, depois de tantos tombos que já levei, que a vida é um grande jogo, onde ora se perde e ora se ganha. Seria muita pretensão nossa querer ganhar o tempo todo. Mas, infelizmente, nos esquecemos disto e vamos vivendo em descontentamentos e lamentações sem fim. Estranho, como tudo o que queremos logo perde a graça quando o alcançamos. Impressionante! E isso começa na nossa amamentação. Queremos o leite, mas quando ele vem, perde a graça. Vejo por uma amiga que me disse que seu bebê apenas quer brincar com seu seio, ficar por ali, mesmo sem sugar como antes fazia. Será que este bebê já aprendeu que as coisas que alcança perdem a graça? Será que existe um, pelo menos um ser humanos satisfeito nesta terra?
O que as pessoas mais cobram em nós é o que elas mais se cobram. Já percebeu isto? É aquela questão de identificação, de projeção que acomete a todos os seres humanos. Por isso, tal pessoa me irrita tanto: o que tenho de pior em mim, ela tem também.
Estes dias vi num blog de uma amiga a seguinte frase: “O mundo é um manicômio”. Eu penso que os verdadeiros “loucos” somos nós que fingimos o tempo todo, que não dizemos o que pensamos, que nos comedimos, que postergamos sonhos, esperanças. Gente! Os chamados loucos são quem vivem por inteiro: pois, se acreditam que são deuses, o são de fato, se portam como, se comunicam como. Nós, “normais” pelo contrário, fazemos de conta que somos um monte de coisa para os outros, mas no fundo sabemos da nossa realidade, nosso limite. Esta é a grande diferença: não acreditamos em quem somos, no nosso potencial, na força realizadora e criativa que possuímos desde o dia que inspiramos o ar pela primeira vez.
Que pena! Tanta força, energia mal direcionada. Mas, ainda dá tempo. O tempo é nosso. Tenho medo de perdê-lo.
Talvez o ideal é mesmo viver unicamente, intensamente, tudo, hoje, nunca amanhã.
A hora é agora.
Aprendizado nunca é demais. Por mais que pareça, num primeiro momento, muito doloroso, impossível de transpô-lo, sempre há algo detrás da vidraça embaçada.
Tudo nesta vida passa: glórias, poder, carreira, dinheiro, pessoas, bens, etc, etc,e tc. Penso hoje, depois de tantos tombos que já levei, que a vida é um grande jogo, onde ora se perde e ora se ganha. Seria muita pretensão nossa querer ganhar o tempo todo. Mas, infelizmente, nos esquecemos disto e vamos vivendo em descontentamentos e lamentações sem fim. Estranho, como tudo o que queremos logo perde a graça quando o alcançamos. Impressionante! E isso começa na nossa amamentação. Queremos o leite, mas quando ele vem, perde a graça. Vejo por uma amiga que me disse que seu bebê apenas quer brincar com seu seio, ficar por ali, mesmo sem sugar como antes fazia. Será que este bebê já aprendeu que as coisas que alcança perdem a graça? Será que existe um, pelo menos um ser humanos satisfeito nesta terra?
O que as pessoas mais cobram em nós é o que elas mais se cobram. Já percebeu isto? É aquela questão de identificação, de projeção que acomete a todos os seres humanos. Por isso, tal pessoa me irrita tanto: o que tenho de pior em mim, ela tem também.
Estes dias vi num blog de uma amiga a seguinte frase: “O mundo é um manicômio”. Eu penso que os verdadeiros “loucos” somos nós que fingimos o tempo todo, que não dizemos o que pensamos, que nos comedimos, que postergamos sonhos, esperanças. Gente! Os chamados loucos são quem vivem por inteiro: pois, se acreditam que são deuses, o são de fato, se portam como, se comunicam como. Nós, “normais” pelo contrário, fazemos de conta que somos um monte de coisa para os outros, mas no fundo sabemos da nossa realidade, nosso limite. Esta é a grande diferença: não acreditamos em quem somos, no nosso potencial, na força realizadora e criativa que possuímos desde o dia que inspiramos o ar pela primeira vez.
Que pena! Tanta força, energia mal direcionada. Mas, ainda dá tempo. O tempo é nosso. Tenho medo de perdê-lo.
Talvez o ideal é mesmo viver unicamente, intensamente, tudo, hoje, nunca amanhã.
A hora é agora.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Para tornar-se um homem... Antoine de Saint-Exupéry

"É preciso viver muito tempo para se tornar um homem.
Entrelaça-se lentamente a rede das amizades e das ternuras.
Aprende-se lentamente.
A obra compõe-se devagar.
E se se morre precocemente é como ficar frustrado de sua provisão: é preciso viver muito tempo para que a pessoa se cumpra."
Antoine de Saint-Exupéry(1900-1944)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O suave e o flexível sobreviverão by Lao Tse
Enquanto o Seu Lobo não vem...

Vamos passear na floresta
Enquanto o S. Lobo não vem!
Vamos colher as margaridas
Vamos sorrir à toa
Aproveitar os momentos
Lembrar que a vida é cheia de surpresas
Cheia de estrelas
Vamos passear na floresta
Aproveitar melhor o tempo
Agregar mais
Dispersar menos
A menos que queiramos
Enquanto o S. Lobo não vem
Dá tempo pra muita coisa
Enquanto é gerúndio
É indeterminado
Pode até ser que ele não venha
Que desista
Que se demore
Mas, enquanto o S. Lobo não vem
Vamos passear na floresta
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Por que sofremos...

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
O sofrimento é opcional...
(Definitivo, Carlos Drumond de Andrade)
domingo, 14 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Acostumar-se...

Acostumar-se deveria ser proibido
Acostumar-se gera doença
Acostumar-se enquanto o dia declina
Mesmice emperra
Enterra
Maldade!
Acostumar-se é distrair-se do novo
Do que gera, do que age
Acostumar-se é cravar no peito uma ferida
A de sempre olhar para o mesmo destino
Lugar de sempre
Lugar comum
(Dé - 12/09/08)
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Só pra variar...

Só Pra Variar
Raul Seixas
Tem que aconter alguma coisa neném
Parado é que eu não posso ficar
Quero tocar fogo onde bombeiro não vem
Vou rasgar dinheiro
Tocar fogo nele
Só pra variar
Antes d'eu me confessar pro padre, neném
Eu vou comer três quilos de cebola
Ver de perto a Papa, ah que luxo meu bem
Vou rasgar dinheiro
Tocar fogo nele
Só pra variar
Eu vou jogar no lixo a dentadura, neném
Eu vou ficar banguelo numa boa
É que eu vou fundar mais um partido também
Vou rasgar dinheiro
Tocar fogo nele
Só pra variar
Só pra variar
Mas diz que o paraíso já tá cheio neném
É uma pena eu não ser burro
Assim eu não sofria tanto
Ah, mas essa noite eu vou dormir
Só pra variar
domingo, 7 de setembro de 2008
Outras frequências...

Outras Frequências
Engenheiros do Hawaii
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz
o caminho mais curto, produto que rende mais
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
um tiro certeiro, modelo que vende mais
mas nós dançamos no silêncio
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da tv
morremos de rir no horário eleitoral
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
sem sair do sofá, deixar a ferrari pra trás
seria mais fácil, como todo mundo faz
o milésimo gol sentado na mesa de um bar
mas nós vibramos em outra freqüência
sabemos que não é bem assim
se fosse fácil achar o caminho das pedras
tantas pedras no caminho não seria ruim
Shakespeareando
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Mais alguém - Roberta Sá
Não sei se é certo pra você
Mas por aqui já deu pra ver
Mesmo espalhados ao redor
Meus passos seguem um rumo só.
E num hotel lá no Japão
Vi o amor vencer o tédio
Por isso a hora é de vibrar
Mais um romance tem remédio
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha.
O amor é um descanso
Quando a gente quer ir lá
Não há perigo no mundo
Que te impeça de chegar.
Caminhando sem receio
Vou brincar no seu jardim
De virada desço o queixo
E rio amarelo.
Amor algum - Djavan
Lua, que vai pela noite
Olha aqui pra mim
Vira essa minha sorte
E faz eu ser mais feliz
Olha aqui pra mim
Vira essa minha sorte
E faz eu ser mais feliz
Todas as estradas que andei
Naum me trouxeram
Jamais amor algum
Naum me trouxeram
Jamais amor algum
Me traz um
E eu te apresentarei
Ao céu azul
E eu te apresentarei
Ao céu azul
Pra que eu não veja
Nada sem cor
E o sol raiar
Sem amor
Nada sem cor
E o sol raiar
Sem amor
Pra que eu não veja o tempo passar
No desespero
E nada de me apaixonar
No desespero
E nada de me apaixonar
Não sobreviverei
Serei fácl de achar
Sem coleir, atacando
Insensibilidade
Serei fácl de achar
Sem coleir, atacando
Insensibilidade
Tô pronto pra esbanjar
Toda vez que eu for sair
Que delírio o meu
O que eu quero é amar
Nem que o amor não seja eu
Toda vez que eu for sair
Que delírio o meu
O que eu quero é amar
Nem que o amor não seja eu
Canção do Mar - Madre Deus
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Complexo de Cinderela
"As mulheres são educadas para se sentirem sempre parte de uma outra pessoa e, quando têm chance de serem livres, assustam-se e a rejeitam".
"De modo igualmente sistemático, as mulheres são ensinadas a crer que, algum dia, de algum modo, serão salvas. Este é o conto de fadas'...".
"A dependência psicológica - o desejo inconsciente dos cuidados de outrem - é a força motriz que ainda mantém as mulheres agrilhoadas. Denominei-a "Complexo de Cinderela": uma rede de atitudes e temores profundamente reprimidos que retém as mulheres numa espécie de penumbra e impede-as de utilizarem plenamente seus intelectos e criatividade. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha transformar suas vidas."
Do livro: "Complexo de Cinderela", de Colette Dowling.
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